Os Demonarcas

Estamos em uma terrível crise. O país sofre de uma ressaca profunda após anos e anos de uma festança irresponsável com o dinheiro público. O modelo perdulário, sectário, que nunca deveria ter tido a primazia, se revoltou. Hoje está claro para toda a população que não existe na pratica nenhuma diferença entre direita e esquerda no nosso país. As diferenças aconteceram somente nas exacerbações no modelo de cooptação de perpetuação de poder. Os mecanismos práticos de gestão são idênticos. A motivação da esquerda e da direita sempre foi Brasília e nunca o Brasil.
A motivação da esquerda e da direita sempre foi Brasília e nunca o Brasil
Sempre foi a conquista do poder central, afinal de contas, dentro do pacto federativo, Brasília fica praticamente com todo o dinheiro do Brasil e redistribui segundo as suas conveniências e interesses quase nunca republicanos. Dentro desse pacto federativo, todos os entes da federação são como mendigos esmolando ao demonarca pedindo que devolva alguns trocados daquilo que na verdade pertence a eles. Só no estado no Rio de Janeiro, o governo federal abocanha R$ 195 bilhões do petróleo e o demonarca, governo federal, só retorna ao estado 0,9% desse valor. Um absurdo. Direita e esquerda no Brasil travam uma luta pelo poder central. Nesse momento não podemos olhar para a política e buscar analisá-la pelo ponto de vista ideológico. Os cardeais dos dois lados possuem uma retórica do nós contra eles e esse modelo conduz a grande massa ao fanatismo, a confrontos. Um lado se veste vermelho e o outro com as cores do país.
Direita e esquerda no Brasil travam uma luta pelo poder central. Nesse momento não podemos olhar para a política e buscar analisá-la pelo ponto de vista ideológico. Os cardeais dos dois lados possuem a retórica do nós contra eles e esse modelo conduz a grande massa ao fanatismo, a confrontos. Um lado se veste vermelho e o outro com as cores do país.
E assim é promovida cada dia uma guerra pelo poder. Com isso, a verdade sobre o país fica sempre em segundo plano e o que se procura impor é uma narrativa conveniente para o seu time e para o seu lado. Nesse contexto, as pseudo vitórias que os dois lados vivem propagando, são irreais. Os seus atores principais valem apenas pelo que simbolizam e não por suas capacidades reais de trabalhar pelo país. Que se dane a Constituição, o personagem é muito mais carismático do que ela. Que se dane a nossa Carta Magna, salvemos os nossos demonarcas. As favas a nossa lei, perdoemos os nossos deuses de barro, os nossos heróis, os nossos destemidos que encaram juízes, desembargadores e quem quer que seja para voltar pra Brasília. Lá é a terra do deus Mamom, da adoração vil metal, do êxtase do poder. É a terra desejada e o trono do demonarca. Todos que foram para lá tornaram-se indivíduos menos dispostos a ouvir, aprender, ceder, cooperar, respeitar a população, a honrar e a cumprir a nossa Constituição. Tornaram-se mais dispostos a trabalhar dentro de uma visão intervencionista, onde a caneta do demonarca possui mais poder do que a nossa Carta Magna. O dinheiro público tem que ir na direção do povo e não ficar circulando em Brasília nas mãos dos demonarcas que na calada da noite transfere uma boa parte dessa grana pública para apoiadores comprados sem nenhum compromisso com a boa gestão e a eficiência dos serviços públicos. Precisamos de uma nova geração de políticos libertos desse ranço direita e esquerda, que possam dialogar entre si e com a população. Que possam selar acordos visando o bem estar da sociedade. Que sejam reformadores e corajosos para gerir o bem público em torno do Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *