O Mundo Pós-Verdade

O mundo Pós-verdade se motiva no auto-conhecimento, o indivíduo pós-verdade acha que sofre pela ignorância e não pelo pecado, ele busca técnicas para superar suas inadequações e não o arrependimento, ele acha que o conhecimento científico é infinitamente superior a fé, esse conceito tem encontrado espaço na Igreja. A vida pela fé, a piedade, a justiça, a generosidade, o compromisso com o próximo não são valorizados, não são vistos como princípios cristãos. Hoje é nítido ver uma teologia sem alma, sem vida, sem intimidade com Deus, sem conversão, isso tem feito um grande mal a nossa geração. Hoje se percebe um “arquivamento de Deus”, as soberbas abstrações teológicas sobre Ele tem levado os pseudoteólogos a construirem doutrinas que são insultos contra o Senhor. A vaidade intelectual construiu um deus domesticado, um deus na medida para satisfação dos desejos de uma geração que não aceita ser cristão do jeito de Deus, o resultado disso é o péssimo testemunho, a falta de amor, o sumiço da generosidade, a ausência de pessoas desprovidas de ganância, a negação do profetismo. O testemunho hoje são construções de templos suntuosos, poder financeiro, riqueza, viver somente juntos dos iguais, a pós-verdade está estabelecida na igreja, o conceito doutrinário não exalta Deus, exalta o homem, a criatura, a palavra dele vale mais do que a Bíblia, o antropocentrismo colocou o homem no centro e Deus agora só entra no final para dar a bênção apostólica. O absoluto perdeu a centralidade. A estrutura se tornou relativista e dentro desse relativismo a “verdade se torna aquilo que é vantajoso crer”, a igreja é conduzida pela onda vantajosa do momento, e ela vai sem perguntar se aquilo se assemelha com Deus, isso porque na cultura relativista vale usufruir e aproveitar sem se prender, sem ter compromisso, é conhecer sem conhecer. O que vale é apenas o prazer da conquista, a motivação momentânea tem mais valor do que a Verdade de Deus.
O Pai não é mais nosso, ele agora é meu e do meu jeito, essa desconsideração pelo que Deus fala é diabolicamente o canal motivador para pessoa continuar na igreja, a máxima hoje é: “o meu deus faz como eu quero senão vou embora”. Isso é antagônico a Deus, ora, a ação de Deus no campo da vontade é justamente tirar o ser humano da condição inata de desejar o pecado para condição de resistir o mal, essa restauração da capacidade de obedecer precisa alcançar o intelecto que é por si incapaz de aprender com a razão as verdades e conhecimentos de Deus, a consciência humana é arbitrária e insaciável, precisa ser contida!
A esperança é que aja um profundíssimo arrependimento e que a centelha do Divino alcance corações tomados pela vaidade, o pecado real mas ignorado afasta o ser humano de Deus, afasta um ser humano do outro e aí como resultado temos uma sociedade violenta, corrupta, manipuladora, gananciosa e sem temor. Oremos ao Senhor para que a sua misericórdia triunfe sobre o juízo nessa geração.
A Deus toda Glória!

Devocional

EZEQUIEL 16:49 ” Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas, mas nunca amparou o pobre e o necessitado”.

O nosso texto mostra que apesar da prosperidade vivida bem próximo deles havia uma pobreza imensa, ora, se eles eram muito ricos e os outros muito pobres a riqueza deles estava fundamentada na exploração, na opressão e isso aos olhos de Deus é abominável. Deus reprova a exploração, o que fez deles maus e pecadores diante do Senhor foi que eles nunca se preocuparam em amparar, cuidar, agir em prol daqueles que viviam tão próximos deles, Deus acabou com aquele lugar, destruiu tudo o que foi construído num só momento. O tipo de vida que eles levavam se tornou o testemunho para muitos cristãos atualmente, a fartura quando não é dividida torna-se maldição aos olhos de Deus. Ele vê isso como pecado. Para os abastados moradores de Sodoma os pobres eram para ser ignorados, tratados a distância, em nenhum momento eles se acharam responsáveis por eles, diz o texto:”…eles nunca ampararam o pobre e o necessitado” essa foi uma atitude egoísta, foi uma atitude de quem ignora a provisão de Deus e se acha dono de si mesmo. Eles pecaram porque fizeram a opção de não servir. Em Provérbios 14:31 está escrito: “O que oprime o pobre insulta aquele que o criou….” Os cristãos precisam ser conhecidos como a comunidade do serviço e não é uma autorização de Deus para criarmos uma subcultura evangélica escorada nas vantagens pessoais. A Igreja de Jesus não pode ser um clube dos iguais, esta Igreja tem um dono e esse dono cuidou, amou, salvou, alimentou, ouviu quem aparecia no seu caminho.