Open/Close Menu Aramis Brito Bezerra Junior, nasceu em 26 de novembro de 1964, na cidade de Itaguaí. Aos 53 anos, é casado com Flávia Brito e tem oito filhos. Pastor, escritor, professor, ativista político e com 25 anos de vida pública, é formado na Escola de Pastores de Niterói. Sempre interessado e envolvido com causas sociais, Aramis é cofundador do Seminário SETAV, no qual também ministrou aulas de espiritualidade e ética. No Seminário Escola de Pastores, ministrou aulas sobre ética e evangelismo…

Por uma polícia mais inteligente

A polícia do estado do Rio de Janeiro carrega a marca de ser uma das que mais matam no país. Pesquisa do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostra que, entre junho de 2017 e 2018, houve um aumento de 60% nos casos de homicídios cometidos por intervenção policial. Isso acontece porque a nossa polícia é estruturada para o confronto, com um investimento maior para esta guerra em que o estado vive.

Com este estado de guerra permanente, é inevitável que os casos de homicídios aumentem. Todos os índices do Rio de Janeiro são altíssimos em comparação com outros estados. Temos, por exemplo, no Rio de Janeiro a cidade mais violenta do país, que é Queimados, na Baixada Fluminense.

Então, enquanto existir esta polícia de confrontação, o Rio de Janeiro vai ter índices de violência altíssimos, e a polícia militar terá números altíssimos de homicídios.

Essa polícia que mata muito existe porque ela satisfaz a classe média, que gosta desse tipo de atuação. Ela fica satisfeita, pois essa classe quer proteção. Ela não quer correr riscos

Se você observar bem, isso também acontece porque a mídia é propagadora desse impulso de violência da polícia, em uma espécie de vingança quando a polícia mata um marginal. Bem, a saída não é essa, fazendo com que essa guerra não tenha um fim.

É preciso ter uma profundíssima transformação na segurança público do estado do Rio de Janeiro, que passa pelo investimento em uma polícia investigativa, atuando na inteligência e fazendo um trabalho mais preventivo.

O estado do Rio de Janeiro precisa ter uma reestruturação na segurança pública. Para isso, existem várias saídas. Uma delas é a descentralização da polícia, com a sua municipalização. É preciso fazer os municípios investirem nas guardas municipais.

Existem várias saídas para que esses índices caíam bastante. Enquanto persistir esse jogo político de uma polícia palaciana, a qual os governadores que passam por lá querem cada vez mais dar satisfação à classe média do que mudar realmente esse quadro, essa violência não vai parar. E aí cada vez mais os moradores do estado do Rio de Janeiro vão enxergar isso como uma disputa – “Nós contra Eles”. E essa guerra não terá fim.

© 2018 Agência M3

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