Open/Close Menu Aramis Brito Bezerra Junior, nasceu em 26 de novembro de 1964, na cidade de Itaguaí. Aos 53 anos, é casado com Flávia Brito e tem oito filhos. Pastor, escritor, professor, ativista político e com 25 anos de vida pública, é formado na Escola de Pastores de Niterói. Sempre interessado e envolvido com causas sociais, Aramis é cofundador do Seminário SETAV, no qual também ministrou aulas de espiritualidade e ética. No Seminário Escola de Pastores, ministrou aulas sobre ética e evangelismo…

Saneamento básico e a volta de doenças do passado

O país vive uma grande crise, uma crise generalizada. E dentro dessa crise existem fatos que estão acontecendo que nos deixam boquiabertos. Vocês podem reparar que desde quando fizemos a nova Constituição, em 1988, a grande maioria dos gestores públicos não se preocupou e nunca deu atenção ao saneamento básico, na estruturação de cidades bem saneadas ou na estruturação de metrópoles bem saneadas, bem estrutradas, pavimentadas, protegidas, favorendo a população.

Isso é tão verdade que agora a gente percebe o quê? A volta de doenças que há muito tempo ja estavam totalmente fora de contexto – Sarampo, Poliomielite, entre outras. Isso se dá porque os gestores descobriram, de uma forma muito equivocada, muito perversa, muito corrupta, que trabalhar a infraestrutura, o saneamento básico das cidades não dava votos. Eles começaram a passar um verniz nas cidades.

Então, as cidades foram estabelecida dentro de uma estética para agradar os olhos da população e não fazer um trabalho efetivo. Então, o retrocesso que nós vivemos hoje, que exprimentamos hoje,que sofremos hoje, esse retrocesso que nos assusta hoje é fruto de gestões que não trabalharam no básico, no saneamento para impedir que estas doenças voltassem com força atingindo a população.

O Rio de Janeiro também sofre este dano, e sofre com muita força porque os gestores nunca investiram em saneamento básico. Os municípios sofrem muito. Estamos no atraso. Existem lugares onde você vai visitar, conversar com as pessoas, ver de perto o que está acontecendo, e você tem um sentimento de que está na Idade Média ainda. Uma lástima!

O que estamos vivendo hoje é conclusão de anos e anos da cultura da esperteza, da malandragem, da farinha pouca meu pirão primeiro. E hoje a população sofre porque vive o drama de não conseguir avançar por causa de péssimas gestões. Então, precisamos transformar isso, mudar o pensamento, a cultura, a maneira de gerir o dinheiro público, e suscitar vocacionados para a vida pública para que possam trabalhar começando da base.

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